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No coração da Amazônia: OIM fortalece esforços para a prevenção de doenças com as comunidades indígenas Yanomami

Enviado em 31/05/2022 - 11:14

 


 

Localizada no coração da Amazônia, nos estados do Amazonas e Roraima, no Brasil, a Terra Indígena Yanomami cobre 9,6 milhões de hectares de floresta tropical. 

Com mais de 26 mil habitantes em 250 comunidades e grupos isolados, à Terra Indígena Yanomami é considerada a maior reserva indígena do Brasil.

Devido à sua localização remota, as comunidades enfrentam desafios para acessar serviços de saúde, pois os profissionais da saúde precisam se deslocar por longas distâncias cada vez que precisam fornecer assistência médica a eles.

 

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Conforme explica o médico da OIM Luiz Otávio, a capacitação dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) na prevenção de doenças é fundamental, pois, nos últimos anos, as doenças frequentes no território levaram a um alto índice de morbimortalidade entre as comunidades indígenas.

 

"Ter alguém da própria comunidade capacitado para examinar lâminas de malária e fazer o diagnóstico é o que pode ajudar os Yanomami a cuidarem de si mesmos."

Desde 2021, a OIM, Agência da ONU para as Migrações, trabalha no Brasil em estreita colaboração com o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI) do Ministério da Saúde, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) e as comunidades indígenas para treiná-los sobre ferramentas de prevenção da malária e da COVID-19 e desenvolver sua capacidade de responder a crises de saúde.

De acordo com Pedro Galdino, chefe da Divisão de Atenção à Saúde Indígena Yanomami (DIASI), o papel dos AIS é fundamental para proporcionar acesso aos serviços de saúde adequados aos povos indígenas.

"A colaboração entre esses atores e a OIM é um passo importante para o estabelecimento dos cuidados primários no intrincado Território Indígena Yanomami."

No ano passado, em colaboração com o DSEI e o Laboratório Central de Saúde Pública do Brasil (LACEN), a OIM organizou uma formação sobre diagnóstico de malária para 28 membros da comunidade. Ao final do segundo treinamento de 15 dias realizado pela OIM em março deste ano, oito AIS de Xihopi, parte da comunidade Yanomami, foram certificados como microscopistas pelo LACEN. 

A formação abordou tópicos como leitura de lâminas e diagnóstico de malária, além de como usar um microscópio. A OIM forneceu cartilhas sobre a malária produzidas pelo Ministério da Saúde para uso no exame de avaliação do LACEN e, como tal, garantiu a certificação no local para os membros da comunidade de Xihupi.

 

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Segundo a psicóloga da OIM, Nicole Cruz, a partir do momento em que há um microscopista formado na comunidade, o combate à malária torna-se mais eficaz, pois o acesso ao diagnóstico é facilitado. Além dos módulos de formação técnica, a OIM organizou aulas de português e matemática para que os alunos pudessem fortalecer suas habilidades gerais como futuros microscopistas.

"Através desta formação, poderemos observar a doença e ajudar a nossa comunidade. Por isso estou fazendo o curso de microscopista", explica Abraão, um dos alunos.

Com a pandemia de COVID-19 ainda em alta no mundo, os Yanomami também não foram poupados. As atividades de prevenção à COVID-19 da OIM se estenderam então às comunidades brasileiras ribeirinhas e indígenas de Roraima, Amazonas e Pará – áreas mais vulneráveis ao vírus.

Para evitar a disseminação da COVID-19 em suas comunidades, uma das medidas adotadas pelos Yanomami foi reforçar o isolamento dos infectados.

"Segundo membros da comunidade, para evitar que a doença afetasse os mais vulneráveis, como os idosos, os doentes ficaram nas partes mais isoladas da floresta", explica Cruz.

Módulos complementares de formação sobre prevenção da COVID-19 foram organizados para a comunidade com o objetivo de fornecer informações atualizadas sobre a atual pandemia de COVID-19, medidas de prevenção e opções de vacinação para a população – considerada um grupo de alto risco para COVID-19 devido ao seu afastamento e acesso desafiador aos serviços de saúde.

 

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Com as mulheres da comunidade de Xihupi, a OIM também organizou sessões de saúde mental e apoio psicossocial para discutir o impacto da COVID-19 nos habitantes e como isso afetou sua dinâmica sócio relacional. Atividades adicionais foram realizadas para conscientizar as crianças sobre as medidas de prevenção de higiene.

Como parte de seu programa de saúde com as comunidades Yanomami, a OIM organizará novos módulos de formação para microscopistas adicionais, bem como formações de atualização para aqueles já formados.

A equipe continuará divulgando informações sobre prevenção da COVID-19 e distribuindo kits de higiene e mosquiteiros para fortalecer o combate da comunidade contra a COVID-19 e a malária, respectivamente.

Esses treinamentos fazem parte de uma estratégia mais ampla desenvolvida pelo Ministério da Saúde do Brasil, que busca apropriar-se de conhecimentos e recursos técnicos pertencentes à medicina ocidental, com total respeito à herança Yanomami, às terapias indígenas e outras práticas culturais.

"Passei 15 anos lutando por eles", explica Dário Kopenawa, líder indígena Yanomami.

"Meu sonho é que nossos jovens alunos concluam o curso, estejam totalmente capacitados e recebam o diploma. Nossa luta tem sido para que os Yanomami sejam reconhecidos pela inteligência técnica que possuem."

 

Matéria, originalmente publicada no site OIM Brasil (27/05/2022).  Por Ana Paula Lima & Juliana Hack|Fotos & vídeos: Bruno Mancinelle|IOM Brasil. Para ter acesso ao texto original, clique neste link!

 

 

As atividades da OIM com as comunidades indígenas Yanomami no Brasil são possíveis graças ao apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Estudantes de Gastronomia da UFBA promovem evento sobre a culinária de imigrantes e refugiados

Enviado em 30/05/2022 - 10:53

 

 

A culinária de imigrantes e refugiados que firmaram residência em Salvador terá um destaque especial no dia 14 de junho, na Escola de Nutrição da UFBA, com a promoção do Festival Gastronômico Refúgio dos Sabores. A atividade é um trabalho de fim de semestre da disciplina Eventos Gastronômicos dos estudantes de Gastronomia, que escolheram conhecer a cultura alimentar dos povos que chegaram aqui para viver e trazem muitas receitas na bagagem e histórias de seus países de origem.

Com a ajuda do Núcleo de Apoio aos Migrantes e Refugiados (Namir) da UFBA e da Pastoral do Migrante da Paróquia Ascensão do Senhor (Centro Administrativo da Bahia), os estudantes de Gastronomia entraram em contato com pessoas da Venezuela, Haiti, Síria e Peru para participarem do festival. O evento será realizado no plano de contingência e medidas de biossegurança para as atividades presenciais da UFBA, que limita o número de participantes, por isso haverá inscrições.

 

 

 

 


 

Na programação já estão definidos a produção de um vídeo com migrantes preparando alguns pratos e será exibido no dia 14 de junho; roda de conversa, apresentações musicais referentes aos países em destaque e a degustação de alguns pratos, desta vez com as receitas preparadas pelos estudantes. A roda de conversa terá a participação da professora Mariângela Nascimento, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Namir/UFBA e dos imigrantes José Francisco e Lizette Lozada (venezuelanos) e Anas All Smman (sírio). Na parte musical, já está confirmada a presença do músico boliviano Danilo Miguez, que tocará trompete, e do músico baiano e estudante de gastronomia Leônidas Andrade, que prepara um repertório de músicas latinas para o dia.

A escolha do tema como forma de conhecer melhor a culinária de outros povos está animando cada vez mais os estudantes de Gastronomia, que estão às voltas com as definições dos pratos e com a compra de ingredientes, nem sempre encontrados facilmente em Salvador.

Mesmo com os poucos recursos arrecadados com a venda de bilhetes de duas rifas de cestas gastronômicas (uma com produtos de São João e outra de culinária italiana), a turma se desdobra, atrás, por exemplo, da harina pan, uma farinha de milho branco própria para a produção das hallacas andinas. Para produzir este bolinho recheado com algum tipo de carne e cozido na folha de bananeira, os estudantes têm de gastar R$ 20 pelo quilo da harina pan.

 

 

Mais informações no perfil do Instagram @refugiosabores.

Solange Galvão (71.99964-5140)

MTE-BA 1045

 

ACNUR e LGBT+Movimento lançam mapas de redes comunitárias e de serviços para pessoas refugiadas e migrantes LGBTQI+

Enviado em 24/05/2022 - 12:16

 


ACNUR e LGBT+Movimento lançam mapas de redes comunitárias e de serviços para pessoas refugiadas e migrantes LGBTQI+

 

No marco do Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia (IDAHOTB), 17 de maio, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com a organização LGBT+Movimento, lançou oito “Mapas de Redes Comunitárias e de Serviços para Pessoas Refugiadas e Migrantes LGBTQI+”, em evento virtual transmitido pelo Youtube do ACNUR Brasil.  

Por meio da ampliação do acesso a redes de acolhida preparadas para oferecer atendimento e apoio sensíveis às necessidades protetivas específicas de pessoas refugiadas e migrantes LGBTQI+, os mapas buscam promover o fortalecimento da proteção e integração local destas pessoas nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.  

“Infelizmente, o que testemunhamos é que essas pessoas LGBTQI+ sofrem grandes violações, às vezes com risco de morte, por sua orientação sexual. Os trabalhos do ACNUR para esta população focam em proteger essas pessoas para que se sintam acolhidas e tenham seus direitos respeitados, afirmou Gisele Netto, Assistente de Campo Sênior do ACNUR, durante o evento. 

Ao longo das etapas que envolveram a construção deste material, disponível para download na página de publicações do ACNUR, pessoas refugiadas e migrantes LGBTQI+ foram consultadas e tiveram suas considerações contempladas, garantindo a confiabilidade das informações disponibilizadas. A pesquisa de conteúdo teve início em outubro de 2021 e se estendeu até março de 2022.   

De acordo com Nathália Antonucci, uma das diretoras da LGBT+Movimento, os mapas não foram produzidos apenas tendo como orientação as organizações e a serviços de referência, mas também a grupos e espaços comunitários que demonstraram interesse em desenvolver as redes solidárias a pessoas refugiadas e migrantes LGBTQI+. 

“É extremamente importante que os mapas sejam uma ferramenta útil para as pessoas, para que elas possam usar no seu dia-a-dia e consultar as organizações, os serviços (…). Muitas vezes as pessoas desconhecem a existência dos serviços prestados, não sabem por onde pesquisar por não ser uma pesquisa óbvia”, complementou Nathália, reafirmando a relevância do material.  

Charlin Blanco, venezuelana refugiada que chegou há cinco anos no Brasil e é Articuladora Comunitária da LGBT+Movimento, reforçou as dificuldades que enfrenta por ser uma mulher trans e destacou a importância de ter a rede de serviços descritas nos oito mapas lançados. 

“Sabemos que somos muito discriminadas e ao chegar no Rio de Janeiro, há um ano, enfrentava muitas dificuldades. Os mapas criados facilitam o processo de integração de pessoas como eu por ter esse olhar direcionado para as reais necessidades dessa população, como acesso à documentação e serviços médicos, por exemplo”, afirma a refugiada. 

 

Discriminação, preconceito, violência, riscos de exploração, dificuldade de acesso a serviços humanitários e a políticas públicas são algumas das barreiras enfrentadas pela população LGBTQI+. ©️ACNUR/Markel Redondo
 

 

Sobre a LGBT+Movimento:  

A LGBT+Movimento é uma organização brasileira fundada em 2017 por meio de uma junção de pessoas LGBTQI+ migrantes e brasileiras. Desde então, trabalham com o enfoque comunitário no apoio direto à integração e criação de redes de afeto para pessoas migrantes e refugiadas LGBTQI+. Clique aqui para obter mais detalhes sobre a organização.  

 

Matéria, originalmente publicada no site ACNUR Brasil (20/05/2022). Para ter acesso ao texto original, clique neste link!

ACNUR: Número de pessoas forçadas a se deslocar ultrapassa 100 milhões pela primeira vez

Enviado em 24/05/2022 - 12:10

 


Esta cifra deve “servir de alerta” para mais ações de promoção da paz e de enfrentamento a todas as causas do deslocamento forçado, diz o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi

 

O número de pessoas forçadas a fugir de conflitos, violência, violações de direitos humanos e perseguições ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 100 milhões, impulsionado pela guerra na Ucrânia e outros conflitos violentos.

“Cem milhões é uma cifra bastante forte – séria e alarmante em igual medida. É um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido”, disse Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados. “Isto deve servir de alerta para resolver e prevenir conflitos destrutivos, acabar com a perseguição e enfrentar as causas que forçam pessoas inocentes a fugirem de suas casas”.

De acordo com novos dados do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), o número de pessoas forçadas a se deslocar no mundo aumentou para 90 milhões no final de 2021, impulsionado por novas ondas de violência ou conflitos prolongados em países como Etiópia, Burkina Faso, Mianmar, Nigéria, Afeganistão e República Democrática do Congo. Além disso, a guerra na Ucrânia deslocou 8 milhões dentro do país neste ano, e mais de 6 milhões de movimentos de refugiados para fora da Ucrânia foram registrados.

 

Oleksandra, deslocada de Kramatorsk, na região de Donetsk, leste da Ucrânia, recolhe roupas para seus dois filhos e sua mãe no alojamento temporário em um dormitório universitário em Mukachevo, no oeste do país. © ACNUR/Igor Karpenko
 

Maior que 1% da população mundial, o número total é equivalente ao 14º país mais populoso do mundo. Este número inclui refugiados e solicitantes da condição de refugiado, bem como as 53,2 milhões de pessoas deslocadas internamente por conflitos, de acordo com um relatório recente do Centro de Monitoramento de Deslocados Internos (IDMC, na sigla em inglês).

“A resposta internacional às pessoas que fogem da guerra na Ucrânia tem sido extraordinariamente positiva”, Grandi acrescentou. “A compaixão está viva e precisamos de uma mobilização semelhante para todas as crises ao redor do mundo. Mas, em última análise, a ajuda humanitária é um paliativo, não uma cura. Para reverter esta tendência, a única resposta é a paz e a estabilidade para que as pessoas inocentes não sejam forçadas a decidir entre o perigo grave em casa ou a saída precária e o exílio”.

O ACNUR divulgará seu relatório anual Tendências Globais em 16 de junho, delineando um conjunto completo de dados globais, regionais e nacionais sobre deslocamento forçado para 2021, bem como atualizações mais limitadas até abril de 2022, e detalhes sobre retornos e soluções.

 

Matéria, originalmente publicada no site ACNUR Brasil (20/05/2022).Para ter acesso ao texto original, clique neste link!

Defensoria realiza ação na Lapa e cerca de 400 pessoas recebem atendimento e orientações

Enviado em 24/05/2022 - 12:03

 


Ação encerra atividades comemorativas da Semana da Defensoria.

 

Com afluxo de milhares de pessoas transitando diariamente, a estação da Lapa em Salvador recebeu mais uma ação itinerante da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA). Como parte das celebrações da semana da Defensoria,  186 defensores(as) públicos(as) e mais 20 servidores(as) estiveram presentes no local na manhã desta sexta, 20, para assistência à população.

Cerca de 400 pessoas interessadas puderam receber atendimento e orientações jurídicas sobre situações que vivenciam, ver agendado um atendimento para abertura de ações ou se inteirar do andamento de processos já em curso, também ocorreu coleta de material de DNA para apuração de paternidade. Para o defensor público geral, Rafson Ximenes, a ação na Lapa expressou a própria vocação da Instituição e dos defensores(as).

“Não há forma melhor de celebrar a Defensoria Pública que acolhendo as pessoas com dificuldades de acesso à justiça, estar em contato com elas e encontrar soluções para seus problemas. É também simbólico que nós não esperemos isto em nossos gabinetes, que estejamos na rua para que as pessoas saibam dos nossos serviços e alcancem acesso facilitado”, comentou Ximenes.

Já nas primeiras horas de atendimento, dezenas de pessoas viram seus casos recepcionados ou receberam explicações para encaminhamento posterior mediante reunião de documentos necessários. Este foi o caso de Carla Nascimento, auxiliar de higienização, que procurava informações sobre como regularizar a posse do imóvel onde vive. “Quero saber como proceder para isso. Já vivo lá há 17 anos e só tenho mesmo um cadastro da prefeitura”, disse.

Já a estudante América Cabral, buscava sacar o FGTS por conta do autismo do filho. “A Caixa Econômica ainda não colocou em seu formulário o autismo como doença grave, embora já exista decisão judicial neste sentido. Então vim recorrer à Defensoria para poder sacar”, explicou.

 

Fotos: Júlio Reis e Thaís Faria

 

De acordo com a subdefensora-geral, Firmiane Venâncio, o caso de América embora não pudesse ser diretamente tratado pela DPE/BA, por ser tema de competência da União, seria encaminhado para a DPU. “Facilita algo porque no ofício já descreveremos o histórico da questão e a situação. E virá também com nossa chancela e com uma apuração preliminar do caso”, apontou.

Passando pela estação, o aposentado João Moreira aproveitou para consultar um processo aberto que envolve uma dívida que possui com uma operadora de cartão de crédito. “Estou com o nome negativado na praça por conta disto e com as condições e os juros que estão sendo cobrados fica difícil até uma renegociação. Estou contando com a Defensoria para ver me ajudar nesta situação”, disse.

Para a defensora pública Luanna Ramalho que atua em Itabuna, e estava em Salvador por conta do encontro do Dia da Defensoria, a ação de atendimento direta é muito importante para o público assistido. “É mais um canal de acesso da população aos nossos serviços, quando conseguimos resolver dúvidas, fazer agendamentos e vencer a alguns dificuldades que as pessoas encontram. Este diálogo com a população é nossa razão de existir”, sintetizou.

 

Matéria, originalmente publicada no site www.defensoria.ba.def.br (23/05/2022). Por Júlio Reis - DRT/BA 3352. Para ter acesso ao texto original, clique neste link!

Prefeitura de Lauro de Freitas inaugura Centro de Referência e Apoio aos Imigrantes nesta segunda-feira (23)

Enviado em 23/05/2022 - 11:24
Imagem :ASCOM - Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas
 
 

 

As ações de desenvolvimento social serão ampliadas em Lauro de Freitas com a inauguração, nesta segunda-feira (23), do Centro de Referência e Apoio aos Imigrantes (CRAI), às 10h. O equipamento, que vai atender cerca de 400 imigrantes venezuelanos que atualmente vivem no município, está localizado na Avenida Progresso, nº 2504, Quadra 21 - Lote 20, no bairro do Jambeiro, próximo a Escola Municipal Capitulino dos Santos. 
 
 

Vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (Semdesc), o CRAI vai facilitar o acompanhamento social do público-alvo, por meio de uma equipe técnica de referência, com a garantia dos direitos, enfrentamento das vulnerabilidades sociais e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. A estrutura do equipamento conta com recepção, auditório, despensa, refeitório, banheiros, salas de atendimento, de grupo, de reunião e de coordenação. 

De acordo com Tito Coelho, secretário da SEMDESC, parte dos imigrantes já está referenciada nos equipamentos do município, como os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), principalmente no que diz respeito à garantia da segurança alimentar deste público, que em grande parte está residindo no Bairro do Jambeiro.

 
 
Matéria, originalmente publicada no site laurodefreitas.ba.gov.br (20/05/2022). Por Laerte Santana. Para ter acesso ao texto original, clique neste link!
 

Populações tradicionais, Imigrantes, Refugiados, religiosidade, direitos humanos e políticas públicas

Enviado em 20/05/2022 - 13:56

 

Inscrições abertas para a disciplina  Populações tradicionais, imigrantes, Refugiados, religiosidade, direitos humanos e políticas públicas. Data da inscrição de 03 a 10 de março neste link. Outras informações  pelo e-mail: accsipse04gmail.com.  O curso terá início em 18 de março com término em 8 de julho de 2022.
 

O Público alvo: indígenas, quilombolas, ciganos, candomblecistas, comunidades tradicionais, professores, assistentes sociais e demais pessoas interessadas na temática.  

Sejam bem-vindos!

Essa disciplina se constrói no contexto do PROGRAMA UNIVERSIDADE MULTICULTURAL, do Grupo de pesquisa funda-se a partir da proposta de parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), UFBA-IPS, NAMIR  e a REDE PROINQUI (Rede de Promoção dos Direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas).  

Especificamente procuraremos discutir as questões vivenciadas nas comunidades quilombolas e indígenas a partir das pontuações dos indivíduos pertencentes as mesmas, os quais terão o lugar de fala, implementando a proposta. Também, buscaremos discutir:

  • A relação do Serviço Social com as religiões de matriz africana. saberes tradicionais a partir da cosmovisão africana e a relação entre religiosidades africanas e afro-brasileiras;
  • História das religiões de matriz africana no Brasil e a importância destas manifestações para a compreensão da cultura brasileira como subsídios para a aplicação da Lei 10.639/03 e no combate a intolerância religiosa;
  • Buscaremos discutir, sobretudo, os projetos societários e  sua relação com os  governos.  — A pergunta é o que os municípios e estados e o governo federal de fato está fazendo para a consecução da igualdade.

 

A POLÍTICA PARTIDÁRIA E AS AÇÕES AFIRMATIVAS EM 2022: PENSANDO NAS POPULAÇÕES INDÍGENAS, NEGRAS E PERIFÉRICAS

(com a conferência de Cleusa Aparecida da Silva)

DATA – 20 de MAIO de 2022
HORÁRIO: DAS 14:50 ÀS 16:30
CANAL:
https://www.youtube.com/c/PROGRAMAUNIVERSIDADEMULTICULTURAL

 

Os inscritos receberão o link para acessar a sala por e-mail. Os demais interessados poderão no acompanhar pelo canal do YouTube.

Para quem desejar certificado para essa aula em específico por favor se inscrever neste link https://forms.gle/ZSjH1j9ApRHpKfAh8

 

No contexto da nossa ACCS 04 (A disciplina Populações tradicionais, migrantes, Refugiados, religiosidade, direitos humanos e políticas públicas)

OIM e UNICEF assinam novo Quadro de Colaboração Estratégica

Enviado em 20/05/2022 - 12:49

 

A OIM e o UNICEF trabalham em estreita colaboração para responder às questões urgentes que as crianças migrantes enfrentam em todo o mundo. O novo Quadro de Colaboração baseia-se na já bem estabelecida relação entre as duas agências e no Memorando de Entendimento de 2006, que definiu as principais áreas de cooperação entre as agências em contextos humanitários.

 

A Agência da ONU para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) assinaram nesta quarta-feira (18) um novo Quadro de Colaboração Estratégica solidificando o compromisso conjunto das organizações em proteger os direitos das crianças migrantes. 

Em 2006, o UNICEF e a OIM assinaram um Memorando de Entendimento definindo as principais áreas de cooperação entre as duas agências em contextos humanitários. Desde então, a já bem estabelecida relação operacional que responde aos problemas prementes enfrentados pelas crianças migrantes em todo o mundo foi ainda mais reforçada. 

“Fortalecendo nosso relacionamento, o UNICEF e a OIM continuarão a aprimorar as capacidades de uma vasta gama de atores, incluindo a sociedade civil e autoridades governamentais, para dar assistência a essas crianças de acordo com seus direitos e necessidades”, disse o Diretor-Geral da OIM, António Vitorino. 

“Em todo o mundo, crianças migrantes enfrentam níveis alarmantes de xenofobia, consequências socioeconômicas da pandemia de COVID-19 e acesso limitado a serviços essenciais”, disse a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell. “A crescente parceria entre o UNICEF e a OIM melhorará nossa capacidade de alcançar essas crianças com os serviços, assistência e proteção muito necessários para que possam aproveitar ao máximo suas vidas.” 

Assinado na Casa do UNICEF em Nova York, antes de um diálogo multissetorial organizado como parte do Fórum Internacional de Revisão da Migração, o novo Quadro de Colaboração Estratégica traz maior previsibilidade e capacidade de resposta à parceria, estabelecendo prioridades que visam a segurança e o bem-estar das crianças migrantes. 

O acordo fornece uma estrutura institucional para aprimorar e reforçar a cooperação profundamente enraizada e impulsionada pela experiência da parceria no campo. 

 

Foto: OIM/M. Mohammed
 

As principais prioridades descritas no Quadro de Colaboração incluem: 

  • Capacitação de instituições e atores responsáveis ​​pela assistência direta; 

  • Coleta e disseminação de dados para identificar riscos de proteção e padrões de vulnerabilidade entre crianças migrantes e retornadas; 

  • Fortalecimento da capacidade dos serviços de saúde e educação sensíveis à criança e garantir que esses serviços estejam disponíveis de forma inclusiva para todas as crianças nos sistemas nacionais; 

  • Aumento da cooperação entre atores humanitários e suas iniciativas para ajudar crianças migrantes; 

  • Fortalecimento dos sistemas de proteção infantil e social por meio de programas de retorno e reintegração, gestão de casos e procedimentos inclusivos de proteção infantil para todas as crianças; 

  • Apoio a políticas e sistemas desde o nível local ao internacional, de modo a incentivar a cooperação entre as instituições humanitárias e de desenvolvimento relevantes e a apoiar as agências governamentais nacionais. 

Atualmente, o UNICEF e a OIM estão trabalhando para enfrentar os desafios globais urgentes e pedem a outras organizações humanitárias e seus parceiros que estabeleçam estruturas colaborativas semelhantes para garantir a segurança e a subsistência das crianças migrantes. 

Sobre a OIM, Agência da ONU para as Migrações 

Fundada em 1951, a OIM é a principal organização intergovernamental no campo da migração e trabalha em estreita colaboração com parceiros governamentais, intergovernamentais e não governamentais. Com 174 estados-membros, outros oito estados com status de observadores e escritórios em mais de 100 países, a OIM se dedica a promover a migração humana e ordenada para o benefício de todos e todas, por meio da prestação de serviços e aconselhamento a governos e migrantes. 

Sobre o UNICEF 

O UNICEF trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do mundo, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em mais de 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para todas as crianças, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos. 

 

Matéria, originalmente publicada no site OIM Brasil (20/05/2022). Para ter acesso ao texto original, clique neste link!

 

 
 

 

ACNUR lança relatório de Cidades Solidárias no Brasil

Enviado em 20/05/2022 - 12:40

Iniciativa global do ACNUR foi adaptada ao contexto brasileiro, listando 27 boas práticas de 17 gestões municipais que promovem ações para a integração de pessoas refugiadas em diferentes serviços como abrigamento, educação e ações de proteção.

 

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou hoje o “1º Relatório Cidades Solidárias Brasil: proteção e integração de pessoas refugiadas no plano local”, em evento virtual transmitido pelo Youtube do ACNUR Brasil, com a participação da UNESCO.

A iniciativa Cidades Solidárias é uma ação global do ACNUR que destaca os esforços feitos por municípios para a implementação de políticas públicas que promovam a acolhida, o acesso a direitos e mecanismos de integração de pessoas refugiadas, solicitantes da condição de refugiado e migrantes. No relatório brasileiro, 27 práticas foram reconhecidas por uma consultoria contratada pelo ACNUR que avaliou ao longo de cinco meses diversas iniciativas locais de atenção à população refugiada e migrante.

As práticas listadas estão divididas em cinco eixos temáticos que agrupam o principal objetivo dos projetos municipais nas áreas de abrigamento, capacidade de proteção, compartilhamento de responsabilidades, educação e integração local. Compondo estas categorias estão as práticas de 17 municípios das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, envolvendo projetos de capitais e cidades do interior em diversas articulações.

“São as cidades que atuam na linha de frente da acolhida, proteção e integração de pessoas que foram forçadas a deixar seus países de origem e buscam meios para um recomeço digno nas sociedades de acolhida.  O ACNUR listou boas práticas que atuam como resposta às necessidades identificadas, promovendo a proteção e integração de pessoas refugiadas de forma efetiva, duradoura e sustentável”, afirma Jose Egas, Representante do ACNUR no Brasil.

Ao apresentar diferentes práticas e formas de atuação dos municípios, o relatório Cidades Solidárias no Brasil serve como referência para inspirar outros municípios e atores locais como governos, organizações da sociedade civil, associações e outras instituições no fortalecimento de suas ações em prol da população refugiada e migrante.

“A atuação dos entes públicos para a promoção do bem-estar e de meios de desenvolvimento voltados para a população refugiada e migrante não são restritas apenas aos Estados, mas também, e em especial, na escala local. Trata-se da necessária abordagem de toda a sociedade para que as responsabilidades sejam compartilhadas, assim como os ganhos advindos da acolhida destas pessoas, de acordo com suas capacidades e interesses”, diz Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR de São Paulo.

O relatório apresenta dados e contextualiza as principais referências globais sobre o tema da participação das cidades no processo de desenvolvimento de ações destinadas para aos refugiados e migrantes. Além das informações e descritivo das iniciativas listadas, o Cidades Solidárias no Brasil é composto por infográficos, mapas e segmentação de conteúdos que facilitam a visualização dos diversos dados apresentados.

Após contextualizar o tema de Cidades Solidárias e descrever cada uma das 27 iniciativas levantadas pela consultoria, ao término do relatório é apresentado algumas considerações para o aprimoramento e ampliação das ações promovidas pelos municípios, de acordo com os cinco eixos temáticos propostos. De forma transversal, comum a cada iniciativa e esforços feitos no âmbito municipal, o relatório reforça a necessidade de articulação e atuação conjunta entre todos os entes que atuam pela garantia de direitos as pessoas refugiadas e migrantes, buscando ampliar o alcance das iniciativas sem perder o horizonte das reais necessidades de quem chega em busca de acolhida, proteção e meios dignos de vida.

O 1º Relatório Cidades Solidárias Brasil: proteção e integração de pessoas refugiadas no plano local está disponível gratuitamente na página de políticas públicas do site do ACNUR: www.acnur.org.br/politicas-publicas.

 

Matéria, originalmente publicada no site ACNUR Brasil (16/05/2022). Para ter acesso ao texto original, clique neste link!

 

Nova revista científica, Trilhas da Migração recebe sugestões de artigos

Enviado em 20/05/2022 - 12:01

 


Ligada ao CAMI, revista científica Trilhas da Migração recebe sugestões de artigos até 16 de maio e tem estreia prevista para 30 de julho, no formato online

 

Os estudos sobre as migrações vão ganhar um novo espaço para discussão nas próximas semanas. Trata-se da Trilhas da Migração, revista científica ligada ao CAMI (Centro de Apoio e Pastoral ao Imigrante), que até o próximo dia 16 de maio recebe sugestões de trabalhos para sua edição inaugural.

Os artigos, que devem ser inéditos, podem ser submetidos em português, inglês e espanhol. Eles precisam abranger a mobilidade humana sob as diferentes áreas nas quais ela pode ter algum tipo de incidência: trabalho escravo contemporâneo no contexto urbano e rural, migrações forçadas, tráfico de pessoas, discriminação e xenofobia, organização política e cultural de migrantes, entre outros.

 

A primeira edição da revista científica Trilhas da Migração tem publicação prevista para 30 de julho, em formato online. A data foi escolhida por coincidir com o Dia do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, uma área na qual o CAMI possui uma atuação destacada.

Mais informações podem ser encontradas no edital da revista, disponível no portal do CAMI e também neste link. Dúvidas acerca da publicação também podem ser encaminhadas para o e-mail revista.trilhas@cami.org.br .

 

Cartaz na Marcha dos Imigrantes de 2016 pede dignidade para os migrantes no mundo todo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo
 

 

Foco no imigrante

A Trilhas da Migração tem como editor-chefe o professor Antonio Alves de Almeida, doutor em História pela Universidade de Coimbra (Portugal) e atualmente gestor do Setor Educação e Cidadania e do setor Trabalho de Base do CAMI.

Em conversa com o MigraMundo, ele destacou que o principal objetivo da publicação é potencializar a voz dos imigrantes e a defesa dos direitos dessa parcela da população brasileira.

“Essa revista pretende amplificar valorizar a voz e a vez desses imigrantes enquanto sujeitos de direitos. Por meio desta revista científica vamos usar a ciência para transformar a realidade, para ajudar na emancipação social dos imigrantes”.

Além dos artigos científicos, a Trilhas da Migração vai contar com uma seção intitulada “Fala Você”, com depoimentos de quatro imigrantes de diferentes países e continentes. A ideia é que eles mesmos falem um pouco sobre a vinda de cada um ao Brasil e o que estão encontrando no país. Também serão publicados relatos de experiência de lideranças que atuam com imigrantes em diferentes regiões do Brasil.

A nova revista científica se junta a outras publicações que trazem consigo artigos e resenhas sobre temas ligados às migrações, como a REMHU (Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana) a revista Travessia.

Além da edição de estreia para julho, um segundo volume da Trilhas da Migração é previsto para sair ainda em 2022.

 

Matéria, originalmente publicada no site migramundo.com/(09/05/2022). Por Rodrigo Borges DelfimPara ter acesso ao texto original, clique neste link!