Nesta última quinta-feira (12), foi realizado o evento de lançamento de cartilhas informativas, além do Manual de Direitos Humanos e Cidadania.
Notícias
Evento de lançamento de cartilhas informativas e do Manual de Direitos Humanos e Cidadania
Nova Parceria NAMIR: Silva&Nodal Traduções e Serviços
Nós, da Coord. da Comissão de Educação do Namir, firmamos parceria com a Silva&Nodal Traduções e Serviços.
Para ter acesso ao serviço é preciso estar cadastrado e ser indicado pelo Namir.
Amor sem fronteiras: retirem as fronteiras dos nossos caminhos pois queremos passar com o nosso amor
Por: Bruna Souza Jacob¹
¹Bruna Souza Jacob é graduanda do bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da UFBA, bissexual e bolsista do NAMIR/UFBA.
O mês de junho é considerado mundialmente o mês que celebra o Orgulho LGBTQIAPN+. Dia 28 de junho comemora-se o dia internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, marcado pela revolta de Stonewall que aconteceu em 1969, na cidade de Nova Iorque nos Estados Unidos da América (EUA). Nessa data o bar que era um refúgio para pessoas que fogem ao padrão da hetero-cis-normatividade, foi invadido pela polícia local que fortemente reprimiu os protestos que pediam um basta na violência contra a comunidade LGBTQIAPN+. A repressão foi mais forte sobretudo aos corpos queers. Liderados por Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera - ambas pessoas trans - a comunidade em Nova Iorque naquela data pediu por mais direitos, o fim da repressão do Estado e consolidou ao longo da história essa data como um marco internacional na luta por direitos para a comunidade LGBTQIAPN+.
Infelizmente ainda em 2024, precisamos lutar por direitos e contra a violência para essa comunidade tão violentada, criminalizada e morta pelo Estado e pela sociedade. O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBQIAPN+ em 2023 de acordo com levantamento realizado pelo Grupo Gay Bahia (GGB), a Organização Não Governamental (ONG) LGBT mais antiga da América Latina. Há mais de 40 anos o grupo coleta informações sobre mortes de pessoas da comunidade via pesquisa materiais na mídia, internet e informações de familiares dessas pessoas. Tendo em vista que não temos dados oficiais governamentais sobre essa questão, esse número pode ser e provavelmente é ainda maior que o apresentado pelo GGB. Esses dados coletados colocam o Brasil como um dos lugares mais perigosos no mundo para viver sendo uma pessoa LGBTQIAPN+.
Precisamos pensar um mundo possível em que as pessoas não sejam mortas e violentadas por conta da sua orientação sexual e identidade de gênero. Vestígios históricos nos mostram que em momentos de um passado não tão distante em várias civilizações africanas e indígenas, diversas orientações sexuais e expressões de gêneros eram vividas livremente nessas comunidades. Parafraseando o grande autor e pensador ingena Ailton Krenak: O Futuro é Ancestral. Povos não brancos, especificamente os mais ligados à mãe Terra, estão há tempos nos ensinando cosmovisões diversas e que conviver com a diversidade faz parte da vida coletiva e integrada com a Terra.
A floresta é sinônimo de diversidade e cooperação mútua entre seres. Temos muito que aprender sobre caminhos possíveis de construções sociais sem violência, nossos passos vêm de longe e isso jamais podemos esquecer. É certo que no caso do Brasil a colonização europeia instituiu tempos de muita violência e esse processo ainda não acabou. Celebrar o nosso orgulho é celebrar também a memória de vários ancestrais que já se encantaram lutando por um mundo melhor e pelo direito de amar sem temer. É relembrar Tybira, originário do povo Tupinambá, e o primeiro caso de assassinato por LGBTQIAPN+Fobia que temos notícia no Brasil, em 1614, em São Luís, Maranhão. Tybira foi preso na boca de um canhão e executado pelos europeus acusado do crime de sodomia.
Atualmente, vivemos a era da mobilidade humana, e é fato que muitas pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ estão em condição de migrantes e refugiados pelo mundo. É importante deixar explícito que povos já viviam nesses territórios antes deles serem fatiados, explorados, recheados de linhas imaginárias e fronteiras fortemente “protegidas” com armas e repressão violenta, para delimitar países. A exemplo dos Ticunas, povo indigena que vive no Brasil, Peru e Colômbia, inclusive antes de se tornarem esses países separando familiares, comunidades e territórios de identidade por meio de uma fronteira instituída ali pelo Estado.
Migrar é um Direito Humano, bem como exercer sua orientação sexual e identidade de gênero livre de violência e de restrição de direitos por ser quem se é. Da mesma forma que ainda temos muito que avançar nas questões sobre os direitos migratórios, também temos muito para avançar no combate a violência de gênero e sexualidade. Em mais de 70 países é proibido ser LGBTQIAPN+ e em alguns deles a sentença pode ser de morte. Seja pelo estado, seja pelos civis aplicando seu ódio LGBTQIAPN+fóbico. Ontem tivemos a feliz notícia que o governo Rio Grande do Norte publicou uma portaria conjunta que “dispõe sobre a elaboração do Plano Estadual de Promoção e Defesa dos Direitos de Refugiados, Apátridas e Migrantes LGBTI+ e dá outras providências”. Essa iniciativa torna o RN o primeiro estado do país a ter uma orientação e plano específico para a comunidade LGBTQIAPN+ migrante e refugiada. No entanto, precisamos pressionar enquanto movimento social para que esse plano se multiplique pelos estados do país e que se possa também partindo das experiências estaduais amadurecer e desenvolver um plano a nível nacional para acolher, encaminhar e executar políticas públicas para essa população e suas especificidades.
O Brasil não pode continuar a ser um dos países que mais mata pessoas LGBTQIAPN+ no mundo, precisamos de Políticas Públicas para acolher quem precisa de acolhida em nosso país e garantir vida digna para todas as pessoas independente da sua orientação sexual e identidade de gênero. Nesse dia no Orgulho declaramos que o nosso Orgulho existe! Ele segue sendo resistência em movimento e o nosso amor não tem fronteiras!
NAMIR/UFBA na 1ª Conferência Estadual de Migração, Refúgio e Apatridia da Bahia
Nos dias 4 e 5 de abril o NAMIR e a RUPEM estiveram presentes na 1ª Conferência Estadual de Migração, Refúgio e Apatridia da Bahia (COMIGRAR), sediada em Salvador, no Campus Paralela da Unifacs. Organizada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia - SJDH/BA, a conferência somou cerca de 120 participantes na modalidade presencial, fora aqueles que optaram pelo formato híbrido.
Os delegados eleitos na 1ª COMIGRAR BA foram:
Categoria 1: Pessoas Migrantes, Refugiadas e Apátridas - Ratia Warao, John (NAMIR/UFBA), Alessandra Venezuela, Noildes (UNILAB);
Categoria 2: Representantes do Poder Público, Associações de Classe e Sindicatos - Beto (RUPEM-UNILAB);
Categoria 3: Representantes da Sociedade Civil Organizada (Movimentos Sociais, ONGs, Associações de Bairro, Coletivos Locais, Lideranças Comunitárias, Estudantes, Docentes, Pesquisadores e Trabalhadores de instituições de ensino e pesquisa) - Rafaela Ludof (Unifacs), Luciana (NAMIR/UFBA), Venâncio (Associação estudantes UNILAB).
Inscrições abertas: Curso Intensivo de Capacitação em Direitos Humanos, Migração e Integração Social
O Núcleo de Apoio a Migrantes e Refugiados (NAMIR/UFBA) e a Rede Universitária de Pesquisa em Estudos Migratórios (RUPEM) irá realizar o Curso de Capacitação on-line em Direitos Humanos, Migração e Integração Social no período de 15 a 26 de abril de 2024.
Certificado: Mediante 75% de frequência
Curso gratuito
Para se inscrever clique aqui.
Veja a programação completa do curso clicando aqui.
Parem de nos matar: o Brasil dos feminicídios e as mulheres migrantes
por Bruna Souza Jacob*
O Feminicídio no Brasil é um problema social grave e que precisa ser enfrentado e erradicado. A cultura do estupro advinda do machismo e do ódio as mulheres, faz diariamente vitimas por todo o país. Desde 2015 temos a lei 13.104/2015 que discorre sobre o feminicídio. A legislação considera as condições do gênero feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar, menosprezo e descriminação a condição de mulher. No entanto, ao passo que temos uma vitória com aprovação do feminicídio como qualificadora, não temos visto uma diminuição concreta dos casos no país com o passar dos anos.
Florencia Aranguren, Presente! Julieta Ines Hernández Martinez, Presente!
Seguiremos em Marcha até que TODAS sejamos LIVRES!
*Bruna Souza Jacob é graduanda no bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade/DEGF-FFCH UFBA e pesquisa sobre mulheres, feminismos, violência e migração no NAMIR UFBA.
Referências:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13104.htm
https://www.observatoriodamulher.df.gov.br/lei-do-feminicidio/
https://www.brasildefato.com.br/2023/11/27/feminicidio-em-alta-afasta-brasil-da-igualdade-de-genero
https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/07/anuario-2023.pdf
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
Migrantes: Faça agora seu Cartão SUS
O Núcleo de Apoio ao Migrante e Refugiado (NAMIR-UFBA) está realizando uma pesquisa para saber se você migrante possui registro no Sistema Único Saúde (SUS). É importante está cadastrado no SUS para ter acesso ao Hospital Universitário e outros locais de atendimento público de saúde. Sistema Único de Saúde é a denominação do sistema público de saúde brasileiro para a promoção, proteção e recuperação da saúde, assim, o SUS, objetiva promover a justiça social e superar as desigualdades na assistência à saúde da população, tornando obrigatório e gratuito o atendimento a todos os indivíduos.
-
Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) ou antigo Registro Nacional de Estrangeiros (RNE);
-
CPF;
-
Comprovante de residência;
- Menos de 14 anos, os pais devem levar a certidão de nascimento.
-
Unidade de Saúde da Família (UBS - ou posto de saúde); ou a Prefeitura Bairro mais próxima da sua residência.
Alunos 4º visitam NAMIR para trabalho sobre imigrantes na Bahia
O Balcão Solidário na última sexta-feira (27/10) recebeu a visita das turmas do 4º ano A e B do Colégio Ana Tereza. O propósito da visita foi para que os alunos possam se inteirar do projeto que estão desenvolvendo no Colégio, com o subtema “Imigrantes na Bahia: de todos os lugares, para todos os saberes”.
Turma da disciplina "Gêneros, Direitos Humanos e Migração" visita o Balcão Solidário
Durante a visita, os alunos do BEGD puderam presenciar a atuação do NAMIR. “A gente entendeu como o NAMIR é o maior portal aqui em Salvador para encaminhar e estruturar nas dimensões jurídicas, sociais e econômicas essa população migrante da cidade” disse Gabriela Videira do curso de Bacharelado em Gênero e Diversidade da Universidade. Os alunos da disciplina apresentarão trabalhos sobre migração externa e interna na Bahia.
Certificados disponíveis para participantes do evento "Diversidade na Fé"
O evento "Diversidade na Fé" ocorreu no dia 5 de outubro, às 18h, de maneira remota.
Os participantes que preencheram a lista de presença disponibilizada no decorrer do evento poderão encontrar seus respectivos certificados através do seguinte link.









